Há muito tempo eu queria conhecer o Parque Nacional de Itatiaia! Depois de algumas programações frustradas finalmente conseguimos marcar a trip para o parque para o Feriadão de Corpus Christi de 2017. A ideia era ficarmos os 4 dias acampando no Parque Nacional de Itatiaia e dentro desses dias, fazermos 2 Circuitos (5 Lagos e PrateleirasXCouto) e a Travessia Ruy Braga. Fomos eu o Mario Nery (meu marido), do Blog TrekkingBrasil.com

Rumo a Itamonte

Quarta-feira, pré-feriado, saímos do Rio de Janeiro no início da tarde, pegando um ônibus da Sampaio que faz a Linha Rio de Janeiro (RJ) – São Lourenço (MG).
Essa linha apenas passa pela cidade de Itamonte e você precisa avisar previamente o motorista que irá descer ali (a linha não tem desembarque previsto na cidade e o ônibus só para, se alguém pede para descer).

Itamonte é uma cidadezinha cuja área urbana não tem muitos encantos. Basicamente a cidade se desenvolveu ao redor da rodovia que corta ela ao meio.

Para quem vem de ônibus, como nós viemos, em uma linha cujo destino final não é a própria cidade, os motoristas param na rodovia mesmo, em frente ao ponto de venda de passagens e não na rodoviária da cidade (que fica ali próximo, mas fora da rodovia).

Instalados no Hotel Thomaz

Nós chegamos em Itamonte pelas 17h30, descemos do ônibus e já estávamos praticamente em frente ao Hotel Thomaz, que é onde tínhamos feito nossa reserva. Em junho de 2017 pagamos R$126 o quarto para casal, com café da manhã.

Outros hotéis que pesquisamos (Rainha e Santa Terezinha) tinham valores semelhantes, mas ficavam mais distantes do centrinho. Ficamos no Thomaz pela localização.

O Hotel Thomaz é simples e confortável. Nosso quarto era grande e super limpinho com bons lençóis, cobertores e toalhas (mas não tinha sabonetinho!). O café da manhã era simples e gostoso. O atendimento foi muito simpático. O único porém é o barulho da rodovia, que é incessante, apenas diminui no meio da noite, mas basicamente nunca há silêncio. Já tínhamos lido sobre esse problema na internet e como todos hotéis que tínhamos pesquisado ficam de frente para a rodovia, todos tinham esse mesmo ponto negativo.

Acerto do Transporte para o Parque

Depois de nos instalarmos no hotel, fomos passear pela cidade e procurar um transporte que nos levasse até o Parque no dia seguinte. Antes de sair do Rio tínhamos pego na internet um monte de contatos de taxistas da cidade e começamos a mandar mensagens para ver quem poderia nos levar e quanto cobraria. Tínhamos mais de 10 contatos de taxistas, mas a grande maioria nem respondeu, ou respondeu que não poderia levar, ou que não fazia esse percurso.

Os taxistas da cidade geralmente fazem ponto em frente ou nas proximidades do Hotel Thomaz. Acabamos acertando o transporte com o Seu Samuel, que estava parado em frente ao hotel. Ele tem um UNO velhinho, que ele não tem receio de colocar na estrada de terra que levar até o Parque. Acertamos com ele R$120 até a Portaria do Parque (Portaria do Marcão). Nessa época, pelos contatos que fizemos com alguns taxistas, eles costumam cobrar entre R$130-150 para esse trecho.

Bom, com o transporte acertado jantamos no próprio restaurante do hotel, tomamos um excelente banho e fomos dormir, porque no dia seguinte o despertar seria cedo!

Contato dos taxistas
Seu Samuel: (35) 9-9113-1700 (quem nos levou!) não tem whats, tem que ligar e falar com ele.
Marquinhos: (35) 9-9113-1214 (whatsapp)
Zé Roberto: (35) 9-9113-4325 (whatsapp)

Chegando ao Parque Nacional de Itatiaia

Chegando no Parque!

Combinamos com o Seu Samuel de nos pegar no dia seguinte, na frente do Hotel e no horário marcado ele estava lá e partimos para a Portaria do Parque. Como era início de feriadão, quando chegamos a portaria estava super cheia de grupos, casais, famílias, aventureiros, e nós!
Apesar do movimento, o pessoal da portaria do Parque estava bem ágil. Fomos atendidos, conferiram as reservas (que tínhamos feito previamente) e pagamos as devidas taxas.

>>> Para fazer as reservas para o Parque (Entrada, Abrigos, Camping e Travessias) acesse: http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/reservas.html

Com tudo acertado e as autorizações e mãos seguimos caminhando pelos 3 km que separam a portaria do Portaria do Parque do Camping Rebouças (que fica ao lado do Abrigo Rebouças), onde iríamos ficar hospedados nas próximas 2 noites, acampando no Parque Nacional de Itatiaia.

Depois dessa caminhadinha de 3 km chegamos ao estacionamento do Abrigo. Ali tem placas indicando o abrigo e as áreas de camping. São duas áreas de camping, uma menor e mais próxima da área da “cozinha” e banheiros e outra maior, mais para baixo, mais próximo do rio. Ficamos na área menor onde ainda havia espaço para uma barraca em um dos quadradinhos de grama.

Como um dos circuitos que queríamos fazer, o dos 5 Lagos, era mais curto, montamos nossas coisas com tranquilidade, sem pressa, fizemos um lanche e caminhamos um pouco por ali para reconhecer os espaços ao redor. Foi também o tempo das pessoas que estavam chegando cedo no parque se dissiparem pelas trilhas.

Circuito dos 5 Lagos

Essa é uma trilha circular, com 10,3 km de caminhada, inaugurada pelo parque em abril de 2015. Pode ser feita junto com a Cachoeira do Auiruoca ou com a Pedra do Altar, mas fizemos apenas o circuito mais simples.

Como já estávamos instalados no acampamento, começamos a trilha pelas 10h30, saindo ao lado do Abrigo Rebouças e terminando junto à Portaria do Parque (e retornando  ao acampamento pela estrada). A trilha inicia em uma bela paisagem em direção às Agulhas Negras. É fácil e bem demarcada, dá para curtir muito a paisagem. Passa uma ponte pênsil e vai contornando o morro em frente às Agulhas Negras. Na bifurcação que marca a entrada para a Asa de Hermes e a Pedra do Altar, pegue para a esquerda, rumo ao Altar!

Mais a frente após a divisão que leva para a Cachoeira do Aiuruoca, o caminho já não é mais por trilhas e sim por cima das rochas. É preciso se guiar pelas estacas vermelhas e pelos totens que marcam o caminho. É importante estar bem atento para não se perder e procurar sempre identificar com antecedência a próxima referência antes de sair caminhando. Li relatos que, em dias de neblina, a orientação fica bem complicada para quem não conhece o caminho.

Algumas rochas são bem inclinadas e é preciso bastante atenção se estiverem molhadas ou mesmo úmidas. Para toda essa parte das pedras é bem importante estar com uma bota com um solado bem aderente. Como estávamos em um dia de sol, seco e sem neblina, a identificação do caminho não foi difícil, era só ficar atento às estacas vermelhas.

Depois dessa parte das rochas e de passar pela Cachoeira dos 5 Lagos (é um rio que se atravessa por umas pedras), a trilha surge novamente em terreno bem marcado. Inclusive se podia ver que recentemente toda essa região sofreu com um grande incêndio. A raiz das plantas ainda estava queimada. Mas, felizmente, aos poucos a natureza vai renascendo verde e ocupando novamente seu lugar. 🙂

Sobre os 5 lagos especificamente, não sabemos quais eram. Pelas nossas contas vimos 4 lagos, sendo que alguns poderiam ser mais de um. Gostaria de ter visto os 5 e sabido qual era qual. Se alguém souber identificar eles em um mapa, gostaria se ser informada, a mérito de curiosidade mesmo.

Fizemos todo o circuito praticamente sozinhos. Encontramos apenas alguns casais fazendo no sentido contrário e alguns escaladores na Pedra do Altar. Apesar de sabermos que o Parque estava super cheio, nessa trilha não tivemos essa percepção. Acredito por ser uma trilha menos procurada.

Chegamos na Portaria do Marcão às 14h30, e caminhamos de novo os 3km até o acampamento. Fizemos um almo-janta ali na “cozinha” do camping e ficamos batendo papo, relaxando e vendo os grupos retornarem das suas caminhadas. Quando o sol começou a baixar, começamos a nos preparar para a fria noite que viria.

E foi uma noite fria mesmo, muito fria, com temperaturas negativas. Deitamos cedo, já que era um sofrimento ficar fora da barraca. Durante a noite infelizmente meu travesseiro inflável, que já estava remendado “furou” de novo e me deixou na mão. Não passei frio, mas dormi pouco e acordei com o pescoço doído pela falta do travesseiro. 🙁

>> Veja aqui nosso Tracklog, publicado no Site TrekkingBrasil.com.

Veja abaixo algumas fotos desse dia:

Circuito Prateleiras X Couto

Nesse dia nosso objetivo era sair um pouco mais cedo, pois seria uma trilha maior. Acordamos, tomamos café ficamos observando a movimentação dos grupos que chegavam a todo momento. Enquanto aguardávamos o sol sair e começar a esquentar, conversando com o pessoal da barraca ao lado, combinamos de fazer a trilha juntos. Eles queriam fazer, mas não tinham muito conhecimento e não queriam se juntar a um grupo com guia, daí acabaram indo conosco.

A maior parte das pessoas faz esse circuito no sentido ao contrário, começando pelo Morro do Couto e terminando nas Prateleiras. Mas como estávamos acampados (já mais perto do Prateleiras), resolvemos seguir no sentido oposto.

A trilha inicia pela a estrada (fechada) que segue após o estacionamento do Abrigo. O caminho é por dentro do vale, e passa ao lado do rio e da Cachoeira das Flores. A trilha é fácil e bem marcada. Já bem próximo do Prateleiras tem uns trepa-pedras, mas nada complicado. Quando chegamos lá em cima (na base) tinha muita gente (feriadão bombando no parque!), mas mesmo assim não atrapalhou para curtirmos o local e o visual. Ficamos um tempo por lá e optamos por seguir caminho para o Couto, sem subir até o topo das Prateleiras, porque tinha bastante gente e não queríamos atrasar mais a sequência do circuito.

Pegamos o caminho em direção ao Morro do Couto e fomos indo, seguindo os totens. Basicamente o caminho vai pela cumeeira dos morros que separam as Prateleiras do Couto. Passamos por uma rocha que parece uma poltrona, pela Toca do Índio e seguimos caminho, porque tinha bastante chão pela frente! Chegamos no Couto era 17h40min.

A vista lá de cima é linda, tem visual para todos os lados, Prateleiras, Agulhas Negras e a belíssima Serra Fina. Na hora de seguir caminho rumo à Portaria do Marcão tivemos uma dificuldade de entender por onde seguia a trilha, já que o local que seria, não parecia muito seguro. Teríamos que descer umas rochas enormes. Fiquei bem apreensiva se daria para fazer isso, mas outras pessoas nos confirmaram que o caminho era por ali mesmo e fomos indo… até que conseguimos chegar na parte mais baixa e segura. Acho que um dos motivos de as pessoas fazerem o circuito no sentido Couto x Prateleiras é para fazer essa parte mais perigosa subindo (bem mais fácil) do que descendo. Depois do Couto ainda tínhamos mais trilha pela frente até chegarmos de volta à estrada. Em vez de a trilha terminar no Posto do Marcão, no finalzinho pegamos para a direita e saímos no estacionamento e junto à Estação de Microondas. Dali ainda tínhamos que caminhar os 3 km até o acampamento e o sol estava já baixando e começando a escurecer. O circuito total deu 12,2km.

Chegamos no acampamento, nos agasalhamos e fizemos uma janta coletiva com os novos amigos com quem tínhamos feito a trilha. Todos bem alimentados e agasalhados fomos dormir cedo, porque estava super frio e tínhamos que sair mais cedo no dia seguinte para iniciar a travessia para a parte baixa.

>> Veja aqui nosso Tracklog, publicado no Site TrekkingBrasil.com.

Veja abaixo algumas fotos desse dia:

Travessia Ruy Braga (dia 1 – Abrigo Rebouças x Abrigo Massena)

Sábado era o dia de começar a travessia que nos levaria da Parte Alta para a Parte Baixa do Parque. Acordamos, desmontamos o acampamento e às 9h30, colocamos as mochilas nas costas e saímos na mesma direção do dia anterior, no entanto em em vez de seguir para a montanha após a placa de bifurcação das Prateleiras, seguimos que pelo caminho que segue pelo vale.

A paisagem inicial era muito bonita e a trilha bem marcada, descendo levemente pelo vale. Durante cerca de 1h30 caminhamos com muita facilidade e observando a pela paisagem, no entanto chegou um momento que começamos a entrar em meio à mata, muita mata e em alguns momentos bem fechada. Mal víamos o que vinha logo a frente, nesse momento diminuímos bastante o ritmo, por o terreno era bem inclinado, estava úmido, e não víamos quase nada. Ficamos por um bom tempo nessa região de mata e quando ela terminou entramos em uma outra paisagem com um capinzal muito alto e também super fechado. Não víamos nada a frente, o capinzal só ia abrindo à medida que passávamos.

Quando chegamos em uma área mais aberta visualizamos a “Casa de Pedra”, que foi um antigo Posto Meteorológico, mas hoje em dia é uma casa abandonada tomada pela vegetação. A casa não fica na trilha, mas fica próximo e o acesso a ela pode ser feito por uma trilha que desvia para a direita em uma bifurcação bem marcada. Pegamos essa bifurcação para chegar até a casa. Ela está realmente sendo tomada pelo mato, não tem teto, restaram apenas as paredes, mas tem uma boa laje para sentar e descansar na parte de trás. Largamos as mochilas e fizemos uma parada rápida para um lanche e fotos. Logo seguimos de volta para a trilha principal e entramos novamente em uma zona de mato, mas não fechado como antes. Tem um momento que passamos por um riacho. Atenção que esse já é o ponto de captação mais próximo do Abrigo Massena, se estiver precisando de água capte nesse local.

Logo após mais uns 5 minutinhos e já chegamos no Abrigo Massena! Era super cedo imaginávamos que era mais longe e que demoraríamos bem mais tempo, mas na verdade a distância que separa o Abrigo Rebouças do Massena é apenas 5 km. Isso significa que a travessia de 20 km, para quem pernoita no Massena, é de 5 km no primeiro dia e 15 km no segundo dia (que fica bem cansativo).

Enfim… chegamos no abrigo (era 12h45min) e (ainda) não havia mais ninguém lá (em pleno feriadão!). Fizemos um reconhecimento geral da área e instalamos nossa barraca em um cantinho, lá dentro do salão principal. O Mario foi captar água no riacho que tínhamos passado antes de chegar no abrigo e preparamos nosso almoço. Passamos a tarde por lá, curtindo o local, descansando, observando os passarinhos, conversando, curtindo um momento de ócio e simplesmente relaxando em meio à natureza. Durante a tarde chegaram mais dois casais que também passaram a noite lá conosco.

Quando a noite chegou o frio foi intenso e usamos a lareira do abrigo para nos mantermos aquecidos. Estávamos todos conversando em frente ao fogo quando alguém foi lá fora e deu de cara com um Lobo Guará, bem em frente ao abrigo! Fomos todos ver lobo, que estava super a vontade caminhando por lá, sem medo de nós. Ele era muito lindo e grande, com as pernas bem compridas e aquelas orelhas enormes! 🙂

Ele ficou um tempão caminhando por lá. Na verdade acreditamos que ficou a noite toda por ali. Os lobos (ou o Lobo) vão ao abrigo de noite em busca de comida que possam roubar ou restos que tenham ficado para trás. É bem importante manter as comidas bem guardadas e fechadas, por que, por outros relatos que lemos, eles não tem receio de avançar louças não lavadas ou sacolas com restos. De noite improvisamos umas madeiras para fechar a porta do abrigo, para que ele não entrasse, mesmo assim, acordamos no meio da noite com a porta sendo derrubada no chão, e acreditamos que ele estava realmente tentando entrar. A noite foi fria e quando acordamos tinha novamente geada pela grama fora do abrigo.

Travessia Ruy Braga (dia 2 – Abrigo Massenas x Cachoeira da Maromba)

Como esse dia seria o mais longo, acordamos cedinho, fizemos um café, recolhemos tudo e já nos preparamos para sair. Começamos a caminhar pelas 8h30. Logo que saímos do abrigo a trilha voltou ao seus capinzais altos, mas não tão fechados e depois de um tempo entramos em uma região de charco onde nos equilibrávamos para não afundar as botas, mas esse trecho apesar de chato é não é muito extenso e logo a trilha fica mais aberta e vai contornando pela borda do morro, com uma belíssima vista da região e uma hora inclusive com vista para uma paisagem que parece um rio de pedras gigante. Seguimos contornando o morro e descendo até que começamos a entrar na área de mata novamente. Esse caminho é fácil e bonito, evoluímos bem rapidamente.

Depois de alguns 5 km chegamos no Abrigo Macieiras, que é uma casa totalmente abandonada, infelizmente. Ela seria o melhor ponto de pernoite para quem faz essa travessia, no entanto atualmente não é permitido pernoitar nela. Entramos para conhecer a casa, que estava toda aberta. O local infelizmente está destruído, mas há uma placa que conta sua história e importância para o montanhismo nacional.

Após passar o abrigo Macieiras seguimos pela trilha e pela mata e mais alguns quilometros abaixo encontramos a bifurcação que leva para o Abrigo Água Branca, que fica a 2,5 km da trilha principal, subindo! Esse sim é outro possível ponto de pernoite para essa travessia, mas como estávamos com o tempo apertado não subimos para conhecer.

Após esse ponto a trilha é um enorme zigue-zague, descendo sempre, em meio à mata e com várias árvores caídas que dificultam a passagem. Desce, desce, desce…. uma parte bastante “chata”, sem atrativos. De vez em quando passamos em alguma pontezinha ou ao lado de alguma mureta da antiga estrada que havia nesse caminho. Chegamos no final da trilha, na área da Cachoeira da Maromba às 14h30. Os pés estavam doendo de tanto descer! Paramos ali nas mesas do Parque para descansar e fazer um lanche. Dali até a portaria do parque seriam mais 3,5 km pela estrada asfaltada dentro do parque.

Eu, particularmente, acho deprimente caminhar pelo asfalto, dentro do parque depois de já ter completado a trilha, então optamos por tentar pegar uma carona até a entrada do parque, onde pegaríamos um ônibus para ir até Itatiaia. Começamos a descer a trilha e fomos fazendo sinal de carona para todos os carros que vinham descendo. Não tínhamos caminhado nem 1 km quando um carro parou e nos deu carona! Era um casal super bacana! Fomos conversando pelo caminho até o final da estrada e ao saberem que iríamos até a rodoviária de Itatiaia resolveram nos deixar lá mesmo! 🙂 Foi ótimo o papo com eles e ainda nos economizou um tempo enorme de espera de ônibus e deslocamento!

Chegamos na rodoviária da Itatiaia agradecemos a carona, compramos nossas passagens e embarcamos de volta para o Rio de Janeiro, encerrando mais uma Trip super bacana!

>> Veja aqui nosso Tracklog desses 2 DIAS, publicado no Site TrekkingBrasil.com.

Veja algumas impressões gerais depois de passar 4 dias acampando no Parque Nacional de Itatiaia:

As trilhas do parque estão muito bem cuidadas e demarcadas, mas é aconselhável ter um GPS, ou alguém que conheça, os caminhos, apenas por segurança extra. Não vimos praticamente nada de lixo apesar de ser feriado e o parque estar bem cheio. A quantidade de grupos era bem grande, mas não gerava desconforto.

Vimos muitos montanhistas e também muitas pessoas que estavam apenas turistando, mas não vimos grupos de pessoas despreparadas em locais mais isolados. Normalmente o público menos montanhista acabava ficando mesmo nas “área menos técnicas”, se é que podemos chamar assim.

Outra coisa que eu percebi foi o cuidado e a atenção do pessoal do ICMBio. Estavam sempre presentes, atentos e preocupados em ajudar. Nota 10 para a equipe do Parque!

Sobre a travessia Ruy Braga, achei muito bonita e interessante, curti fazer ela. Como não é uma travessia muito longa, muitas pessoas fazem ela toda em um dia apenas. Só tem que iniciar bem cedinho e manter um bom ritmo de caminhada. Eu particularmente sempre prefiro acampar no meio! 🙂

Ficamos com vontade de voltar para o Parque e fazer a Travessia Rancho Caído, que seria uma oportunidade de conhecer a Cachoeira do Aiuruoca, que ficou pendente.

De uma maneira geral o Parque está muito bem preparado para receber o público. Tem boa infraestrutura e oferece diversos atrativos! As paisagens, fauna e flora são singulares e muito interessantes especialmente para quem quem é bom observador. Dá para curtir muito mais além do que fizemos, por isso com certeza voltaremos!

Mapa

Veja abaixo o mapa com as referências de alguns locais citados ao longo do relato. Para os Tracklogs completos acesse:
Dia 1 – Circuito dos 5 Lagos:
Dia 2 – Circuito Prateleiras x Couto:
Dias 3 e 4 – Travessia Ruy Braga:

Alguns equipamentos que usamos nessa Trip:

Barraca Cloud-Up 2, NatureHike – Finalizamos o review dessa barraca acampando nessa trip. No quesito tamanho ela só deu conta do recado porque eu e o Mario somos bem pequenos.
O review dessa Barraca está em processo de finalização e será publicado em breve aqui no FuiAcampar!

Isolante Inflável Ultralight Insulated , da Sea to Summit – Inaugurei o Isolante colocando ele a prova direto com temperaturas negativas e foi perfeito! Segurou completamente o frio que vinha do solo.
O review deste isolante ainda está em processo de produção.

Saco de dormir Dream Lite 500, da Deuter – Não é um saco de dormir para a temperatura que estávamos e sabendo disso dentro dele usei um linner de Fleece, para compensar um pouco e como sou muito friorenta também estava com várias camadas de roupa. Para essa temperatura, acredito que para mim, o ideal teria sido um Orbit -5 SL ou ainda um Exosphere -4 (mas cujos pesos são o praticamente o triplo!).
O review do Saco de Dormir Dream Lite 500 ainda está em processo de produção.

Panela X-Pot, da Sea to Summit – É uma panela de silicone dobrável, que temos usado direto, em praticamente todas as trips. O modelo que temos 2,8 litros, o que considero grande demais para cozinhar para apenas 2 pessoas. O ideal seria a 1,4 litros, que já está na lista de futuras aquisições.
Veja o review dela no site do TrekkingBrasil.com

Pratos e copos da X-Series, da Sea to Summit – Para prato tanto eu como o Mario usamos a Tigela X-Bowl, que tem o tamanho perfeito para comer (o X-Plate é grande demais!), e para copo o Mario usa o X-Mug (caneca) e eu o X-Cup (copo). Eu considero a X-Series perfeita para esse tipo de atividade. Pequeno, prático, leve, durável. Faz anos que uso eles. Até criei uns cases para guardar os nossos e poder transportar mesmo que esteja um pouco sujo ou engordurado.
Veja o review da X-Serie (sem o X-Cup) aqui mesmo, no FuiAcampar

Fogareiro Spark, da Azteq – É bem pequeno e compacto, acredito que é o menor modelo de fogareiro a venda no Brasil. Mas não tem acendedor automático. Acho ele pequeno demais para usar com a X-Pot de 2,8 litros. Nós usamos sempre com muito cuidado.

Bota Forclaz 500, da Quechua – Como já comentei em outras situações tenho apenas uma bota que uso há anos. É leve, impermeável, respirável e com um solado super aderente. O modelo é infantil, mas tem adulto também. Para mim ela só deixa a desejar no quesito amortecimento (e palmilha).
Veja o Review dessa bota aqui mesmo, no FuiAcampar.

Mochila ACT Lite 35+10 SL, da Deuter – É a mochila que venho usando já há alguns anos e tem sido minha super parceira. Às vezes acho ela grande demais, mas como desta vez estávamos com bastante equipo de frio e comida para 4 dias ela ficou bem adequada.
O review dessa mochila ainda está em processo de produção. Veja a Mochila na Loja Alta Montanha


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  • Jose Paulo

    Muito joia o relato Luiza, quando vierem novamente me avisem, se precisarem tentarei ajuda-los em algo, afinal esse é o quintal da minha casa. Hahahaha. Abç.

    • Opa! Obrigada… devemos voltar para fazer Rancho Caído! Você mora onde?

      • Jose Paulo

        Itamonte

  • Gabriel Mussi Luz

    No caso de uma barraca que não seja autoportante (e.g. Nepal2), não daria pra dormir dentro do abrigo com ela (pelo menos não bem montada)??

    • Olá Gabriel,
      Até dá porque tem várias pedras lá então acredito que dá para deixar a barraca em pé usando as pedras para “segurar” as pontas. Esticadinha fica difícil, vai depender das suas habilidades e criatividade! 😉

  • Francisco Xavier Lima Barbosa

    Parabéns Luiza. Sou motociclista/Brasília-DF e tenho feito muitas viagens e acampamentos por esse país. Vc vem me passando boas informações que me serão úteis. Abração…!

  • Melissa Azevedo

    Obrigada pelas dicas Luiza, quando vcs acampam assim, o que levam pra comer?