Local da história: Ilha de Superagüi, Guaraqueçaba / PR

Data da história: Reveillon de 2009/2010

Enviada por: Glauco Manske

Estava voltando de uma viagem de mochilão pelo Mato Grosso do Sul, tinha conhecido a região de Bonito e o Pantanal. Desde a fronteira coma Bolívia, viajei direto até o litoral do Paraná, Paranaguá. Viajando se maneira econômica, pegando caronas e ônibus. Foram 33 horas ininterruptas na estrada. Queria passar o réveillon na Ilha do Mel. Cansado, nem pensei que havia barcos saindo rumo a outros destinos. Entrei no primeiro barquinho que vi no píer, paguei a tarifa e me acomodei para descansar um pouco.

Duas horas depois acordo, e o barco seguindo viagem. Estranhei, pois sabia que não era para demorar tanto para chegar à Ilha do Mel. Comecei a observar a mochila do pessoal e percebi que havia realmente algo errado. Todos levavam muita comida, barracas e suprimentos para camping selvagem. Eu não tinha nada de comida comigo e de dinheiro somente R$ 50,00. Pedi se demorava muito para chegarmos. Responderam: falta quase uma hora para chegarmos ao píer de Superagüi. Questionei se desse lugar o barco continuaria para Ilha do Mel. Responderam que o destino final era Superagüi. Eu não sabia absolutamente nada desse lugar, nunca tinha ouvido falar. Ao chegar, entendi o porquê de tantos suprimentos. Todos logo foram acampando numa área aberta atrás da restinga. Fiz o mesmo. O morador local cobrava uma pequena taxa para acampar ali. O local era um povoado isolado, com uma praia semi-deserta muito longa. Paisagem linda!

Comecei a fazer as contas e percebi que meus trocados seriam poucos. Não me restou dúvida, eu tinha que pagar para comer na casa de pescadores. E assim fiz. Passei o réveillon em um lugar não planejado e de uma forma inesperada. Numa praia linda, de pessoas muito simples, comendo camarão e peixe frito com nativos por cinco reais.

No final da tarde ficava sentado sob troncos admirando os golfinhos saltarem, pescadores voltarem com seus barcos e pescados. O réveillon só não foi perfeito porque choveu bastante.

Até então eu nunca havia acampado na beira da praia. O vento fresco, barraca cheia de areia, caranguejos não muito distante da barraca, tudo era novidade. Nesse acampamento fiz alguns amigos, companheiros de “camping”. Em sua maioria, mochileiros de Curitiba e região.

Às vezes, se perder é o melhor caminho. Encontrar lugares que nem imaginávamos existir, ter contato com pessoas tão simples e sinceras. Que vivem no paraíso e isso que lhes fazem ser ricas.

Deixei Superagüi para trás, com vontade de voltar. Perder-me de novo por lá, será um prazer.

Glauco Manske, do Blog Mochilando sem Fronteiras


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