Local da história: Prainha Branca, Guarujá / SP

Data da história: setembro de 2012

Enviada por: Hugo de Almeida

Uma semana antes, eu e um amigo tivemos a engenhosa ideia de acampar, assim, do nada. Como? Não sabíamos, apenas a vontade e um par de mochilas. Mês de Setembro e teríamos o feriado de Independência para realizarmos algo que nunca tínhamos feito em vida.

Chegando próximo ao dia, fiquei um tanto desanimado. Mãe doente, empecilhos com grana e também um certo receio. Acampar aonde? Num camping em pleno feriado prolongado? Só sendo muito louco mesmo.

O dia chegou. Colocamos algumas coisas em nossas mochilas, algumas roupas, blusas de frio (pra praia?), saco de dormir. No mercado, compramos mantimentos. Conseguimos um fogareiro a álcool para cozinhar miojos. Pegamos o trem rumo a Mogi das Cruzes, cidade interiorana de São Paulo e de lá um ônibus Breda até Bertioga. Como todo feriado que se preze, pessoas e mais pessoas nas filas das companhias. Fiquei uma tanto tímido, pois éramos inexperientes nesse meio.

Já em Bertioga (depois de algumas horas em um caótico transito) compramos álcool no posto e uma panelinha baratinha. Pronto, estávamos equipados! Partimos pra balsa. Atravessamos e vinte minutos de trilha depois chegamos a primeira praia (a famosa ‘Prainha Branca’) LOTADA de gente. Pensei comigo mesmo “o que estou fazendo aqui”, mas tudo bem, continuamos.

Com bota e tudo, andamos em meio a areia da praia. Pessoas nos observando, campings cheios e nada de um lugar agradável para, literalmente, armarmos a barraca. Uma conversa com um nativo e uma cerveja depois, adentramos uma trilha.

Certo ponto, uma bifurcação. E agora? Descer ou continuar reto? Eu queria continuar, mas meu amigo tomou a decisão certa, descemos. Uma praia praticamente deserta, algumas barracas e nada de campings, apenas um tiozinho vendendo refrigerantes, água e alguns salgadinhos.

Uma praia linda, azulinha e areia clara, verdadeiro achado para quem estava preocupado com estadia e conforto.

Montamos a barraca recém comprada especialmente para essa ocasião, panelinha com água (de riacho, diga-se de passagem) no fogo e um belo miojo de frango caipira. Logo conhecemos outros campistas virgens nessa modalidade e juntamo-nos numa união em pró do coletivo. Fogueira, mar e boa prosa.

Dia seguinte, arroz com linguiça de almoço e direito a descanso na sombra. A noite chegou, fogueira novamente e depois cama. Cama não, saco de dormir, né? (com muita areia).

Manhãzinha, acordar cedo, arrumar tudo e partir de volta pra São Paulo. Como todo bom trabalhador, temos nossas vidas para cuidar, mas a vontade cresceu, a oportunidade apareceu e espero minha Curtlo para contar a segunda melhor aventura da minha vida!

Obrigado.


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